Pular para o conteúdo principal

Alcançando a suficiência

Vamos falar rapidinho sobre suficiência? O termo fala por si só. Quem deseja levar uma vida mais tranquila precisa conhecer seu padrão de suficiência.

Um exemplo: o carro. Para minha pessoa, o carro que é suficiente é aquele que possui um motor 1.6, ar condicionado e um mínimo de segurança (airbags e ABS).

Perceba que existe uma certa distância do meu carro para os carros mais populares. Se eu tivesse um carro 1.0 e sem ar condicionado, eu provavelmente estaria insatisfeito.

Mesmo que eu gastasse menos dinheiro com o veículo, um IPVA mais barato, seguro mais em conta. Eu continuaria muito insatisfeito. 

Pago um custo a mais para ter acesso a um mínimo de conforto. Acima do que considero confortável, qualquer dinheiro gasto é considerado luxo e status, a exemplificar:

 - SUVs da moda e 4x4: não cogito, seguros altos, péssimos de estacionar nos grandes centros e o valor/custo do carro é muito elevado;

- Sedan: carro para famílias grandes ou para quem faz muitas viagens e precisa de um bagageiro maior (não é meu caso);

Entenderam? Você não precisa de uma SUV porque seu vizinho do lado esquerdo comprou. E o Honda civic para andar sozinho? É realmente necessário? 

É preciso conhecer seu ponto de suficiência pois quem prefere levar uma vida de status e acúmulo de bens materiais, dificilmente ficará satisfeito na vida e sempre irá procurar itens cada vez mais caros.

A busca por produtos mais caros e muitas das vezes, desnecessários, leva a uma estrada de pobreza. Uma pobreza tanto espiritual quanto financeira.

Se afaste o mais rápido possível dessa rodovia. Conheço muitas pessoas que vivem nesta estrada de ilusões.  Seu combustível é demonstrar que podem ter o que desejam, mesmo estando entupidas de consignados e financiamentos.

É o brasileiro típico, na realidade. 

Não seja este brasileiro. A grama do vizinho é sempre mais verde porque ela é artificial. A sua grama é de verdade e permite que você durma confortável nela todas as noites pois é regada todos os dias.



Pense nisso, um grande abraço e até a próxima!


Comentários

  1. Olá Frugal!
    Gostei deste conceito de suficiência. O caminho do meio é mais difícil, pq está longe das balizas. Nem frugalidade, nem comportamento perdulário.

    Mas eu sou desses que acredita no equilíbrio!

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Janota, sua linha de pensamento é muito sábia. Encontrar o equilibrio é essencial. Todo o aprendizado para chegar lá vale a pena.

      Um grande abraço!

      Excluir
  2. Excelente post Frugal,

    O que mais conheço são pessoas que tem caminhotes e moram na cidade, elas são solteiras e nem coloca nada na carroceria. Tem apenas para se exibir.

    Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso mesmo cowboy. Esses carros grandes eram para ser utilizados por um nicho específico. Pessoas que fazem frete, por exemplo.

      Mas por aqui é apenas símbolo de status. Quando maior o carro, maior a conta bancária. Ou quem sabe, maior a dívida com o banco :(

      Excluir
  3. Muito bacana o seu post frugal. Eu pretendo trocar de carro, o meu é um palio 97, sem ar,sem direção hidráulica . Eu não confio muito nele,só ando aqui perto de casa para ir no mercado e alguns lugares pertos. Quando vou pra longe uso aplicativos como Uber e 99.
    Estou pensando em adquirir um carrinho com GNV,direção hidraulica e um ar condicionado pois aqui no Hell de Janeiro é quase impossível andar em um carro sem ar, acho que vou ter uma economia em transporte, ja que meus gastos com aplicativos tem chegado em média a 800/mês.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Joselito, é bom mesmo colocar na balança se seu carro antigo pode lhe fornecer a segurança necessária caso venha a ocorrer algum acidente.

      Você deve utilizar bastante os apps, para gastar esta média com transporte. Talvez com o carro vc venha a gastar um pouco mais (temos qur levar em conta a depreciação) porém, certamente, irá ganhar mais qualidade de vida.

      Abraços!

      Excluir
  4. Muito interessante, eu sempre procuro produtos que me atendem em qualidade e conforto a um preço razoável.

    Abraço e bons investimentos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É o ideal para termos o consumo consciente DIL. Abraços e até mais!

      Excluir
  5. Excelente analogia Frugal. Normalmente, essas pessoas que se afundam em contas e dívidas são aquelas vivem uma felicidade artificial de ostentação em redes sociais. Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá FB, tudo bom? Considero redes sociais um grande atraso na vida. Os usuários gostam de ostentar e as opiniões compartilhadas nem sempre são bem-vindas.

      Abraços!

      Excluir
  6. Realmente. Concordo inteiramente. Muitas pessoas querem ter só porque outros também tem. É ridículo. Kkkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É a histeria do consumismo! É transmitido como se fosse um vírus. E causa tanto estrago danado...

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Viver bem faz muito bem

Eu não tinha a mínima ideia do impacto positivo que mudar de residência teria em minha vida. Viver bem faz uma grande diferença na qualidade de vida. Quando falo em "viver bem" não digo viver com o máximo de conforto mas, sim, com o mínimo para que você se sinta feliz. Encontrar esta medida depende de cada um. Hoje em dia eu fico extremamente feliz em receber a família em casa. Consigo receber uns 8 parentes de forma tranquila. Coisa praticamente impossível no apartamento de 44 metros quadrados em que residia.  Tínhamos um espaço tão reduzido que era necessário uma escala para receber visitas. E isso me frustava ao extremo. Existiam também outros problemas pontuais mas deixarei para explorar em outro post. Após a mudança, o choque de realidade foi absurdo. Hoje, basta pegar um elevador para estar na academia. Só aí eu ganho, pelo menos, meia-hora a mais no dia, que seria o tempo do trajeto de ida e volta. E se eu precisar me deslocar ao supermercado? Em cinco...

ETF's no Brasil: o seu guia definitivo

Este texto tem como objetivo auxiliar os novos CPF's da Bolsa de Valores. No final de 2018, éramos apenas 800 mil investidores (pouco, perto de uma população de 210 milhões de brasileiros). Em outubro de 2019, subimos para 1,5 milhão de investidores (o dobro, praticamente). Existem diversos fatores que levaram a esse aumento expressivo, dentre eles, podemos elencar: - Queda da taxa SELIC, atingindo fundo histórico de 4,5 % ao ano; - Aprovação da reforma da previdência e expectativas de mais reformas; - Expectativas também do fim da guerra comercial entre EUA e China; - Taxa de desemprego seguindo em queda. Dentro deste cenário, o investidor brasileiro precisou se mexer. Quem investia em 2015/2016 conseguia retornos expressivos sem correr muitos riscos, visto que a taxa SELIC estava em 14,25% ao ano. No cenário atual, os investimentos não estão mais tão simples assim. Quem busca uma rentabilidade um pouco mais elevada precisa correr mais riscos. É o prêmio risco...

A semi-independência financeira

Gostei muito de criar este blog. Sinto que quando escrevo, fico mais comprometido com meus objetivos. Ler e reler os posts dá um certo gás.  Percebo também que não estou sozinho. Somos diversos buscando a mesma conquista. O mais interessante disso tudo será ler esses textos daqui a 2-3 anos. E notar a evolução. Certamente ela acontecerá. Partindo agora para o assunto principal do post, está na hora de ser honesto comigo mesmo. Meu mindset mudou com mais de 30 anos. Cheguei nos 30 num piscar de olhos, imagine então quão próximo estou para ser quarentão. O que significa isso? Menos tempo terei para alcançar o que almejo. Como resolver isso? Aportando mais. O problema é que não moro mais com meus pais, já sou casado e tenho compromissos financeiros que não existiriam se ainda morasse com eles. E pensar que eu passei quase 10 anos fazendo cagadas financeiras... Não dá para consertar 10 anos em 10 dias. Porém, podemos tentar usar uma super-cola e ver no que vai dar. ...